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Casamento na Catedral Ortodoxa, regras e procedimentos

Atualizado: Out 11


Dentre todos os preparativos importantes do casamento, o local escolhido é um dos pontos mais relevantes que deve ser cuidadosamente analisado pelo casal. Afinal de contas, o lugar onde ocorrerá a cerimônia religiosa deve condizer com os princípios dos noivos, comportar os convidados, ser esteticamente agradável e ainda condizer com a proposta do casamento.

Localizada em São Paulo, a Catedral Ortodoxa é a ideal para os casais mais tradicionais, que buscam seguir as tradições da religião.



Confira aqui as exigências para casar-se na Catedral Ortodoxa e tudo o que você precisa saber sobre as cerimônias religiosas nessa Igreja.


As exigências da Catedral Ortodoxa

Para casar-se na Catedral Ortodoxa, é necessário atentar-se a algumas normas. O Ofício de Casamento é dividido em duas partes, anteriormente celebradas separadamente, mas agora celebradas em sucessão imediata: primeiro o Ofício de Noivado e depois o Ofício de Coroação, que se constitui no próprio Sacramento.

O Ofício de Noivado começa com a bênção e troca das alianças. A segunda parte do Ofício culmina com a Cerimônia de Coroação: nas cabeças do Noivo e da noiva, o padre coloca Coroas, feitas entre os Gregos de folhas e flores, mas entre os Antioquenos de prata ou ouro. Este rito significa a graça especial que o casal recebe do Espírito Santo, antes que eles se coloquem para fundar uma nova família, uma Igreja doméstica. Segundo a tradição, as coroas são coroas de alegria, mas elas também são coroas de martírio, porque todo casamento verdadeiro envolve um incomensurável auto sacrifício dos dois lados.


No fim do Ofício, os dois recém casados bebem da mesma taça de vinho, que relembra o milagre na festa de casamento de Cana da Galiléia: Essa taça comum é um símbolo do fato que daí para frente eles compartilharão uma vida comum, um com o outro.



O casal deve ficar com as mãos unidos, simbolizando a confissão recíproca da fraqueza humana e os nubentes admitem claramente a interdependência e que só serão fortes se estiverem unidos.


Há também a procissão, quando os noivos transitam três vezes em torno do altar, dando assim seus primeiros passos já na condição de casados. O deslocamento é feito no sentido anti-horário significando uma união fora do tempo cronológico, pois o vínculo é permanente.

No centro do altar encontra-se o livro dos evangelhos, personificando o próprio Jesus que, na Bíblia, é chamado de “O Sol da Justiça”.

A beleza da Catedral Ortodoxa

A igreja, próxima ao metrô Paraíso, é uma réplica da Basílica de Santa Sofia em Istambul, por isso, possui um modelo de arquitetura bizantina com lindos vitrais coloridos e grandes lustres que encantam os fiéis.


É um exemplo de construção arquitetônica bizantina que pode ser apreciado na América do Sul. Seu projeto, cuja edificação teve início da década de 1940, foi inspirado na Basílica de Santa Sofia, construída na então capital do Império Bizantino, Constantinopla (atual Istambul). Seu bispo residencial é Dom Damaskinos Mansour.


A Catedral passou por diversas reformas e por um processo de restauração entre o início de 2000 até 2004. A estrutura foi reforçada, a fachada recuperada e no teto foi incluído a impermeabilização. Novos lustres e luminárias foram instaladas e afrescos originais foram recuperados juntamente com os muros, portas e portões. Também foram cobertos com lâminas de metal as cúpulas, holofotes foram inseridos no centro das torres e o local dos sinos todo restaurado. As paredes laterais e a cúpula do altar foram realizadas por Hannán Houli entre os anos 2000 e 2003.



A história da Catedral Ortodoxa


A Catedral Ortodoxa de São Paulo se encontra no início da Avenida Paulista, mais precisamente na Rua Vergueiro, 1515, bem próxima a estação de metrô Paraíso. Foi inaugurada em janeiro de 1954 e consagrada pelo Patriarca Elias IV, em 1968 - em paralelo aconteciam as comemorações do IV centenário da cidade de São Paulo, aliás, sua construção foi dedicada ao apóstolo São Paulo, padroeiro da cidade. E assim se tornou a primeira Arquidiocese Ortodoxa do Trono Antioquino na América do Sul.

Ela é um dos símbolos de pluralidade cultural paulistana, e também faz parte do roteiro turístico da capital, contudo, poucos conhecem seu interior, história e diferencial para com outras igrejas[5]. Também é reconhecida como uma herança de fé do povo cristão árabe no Brasil, assim como também é considerada um orgulho no cenário tão comum aos paulistanos que seguem apressados pelas calçadas da cidade.


Além de tudo, a Catedral conhecida também por ser a Sé da Arquidiocese da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina não somente em São Paulo, assim como em todo o Brasil, possui templos e outras paróquias espalhadas pelo país.


A Catedral Ortodoxa fica na Rua Vergueiro, 1515 - Paraíso, São Paulo



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